A moagem de cana-de-açúcar nas regiões Norte e Nordeste somou 36,5 milhões de toneladas até 15 de dezembro de 2025, queda de 8,5% em relação ao mesmo período da safra anterior.
O recuo foi registrado tanto no Norte, com 6,4 milhões de toneladas, quanto no Nordeste, com 30,1 milhões, refletindo os impactos das condições climáticas adversas e do cenário internacional.
A produção de açúcar também foi afetada, totalizando 1,948 milhão de toneladas, uma redução de 22,4% frente às 2,511 milhões do ciclo anterior.
Já no etanol, o volume produzido chegou a 1,52 milhão de metros cúbicos, 6,9% abaixo do registrado em igual intervalo da safra passada. O etanol hidratado puxou a queda, com recuo de 10,7%, enquanto o anidro manteve estabilidade, com leve alta de 6,2% no Nordeste.
Os indicadores de qualidade da cana, medidos pelo Açúcar Total Recuperável (ATR), também mostraram retração.
O ATR total caiu 14,2% e, por tonelada de cana, o recuo foi de 6,3% no consolidado regional. O Nordeste apresentou queda de 9,1%, enquanto o Norte registrou avanço de 6,8%, evidenciando contrastes no desempenho das duas regiões.
Os estoques de etanol apresentaram forte redução, somando 310,3 mil metros cúbicos, queda de 34,1% em relação ao mesmo período de 2024.
O anidro recuou 32%, influenciado pela nova mistura de 30% na gasolina, e o hidratado caiu 35,9%.
Para o setor, os números confirmam os desafios da safra 2025-2026, mas reforçam a importância da estabilidade na produção de etanol anidro para garantir o abastecimento e contribuir na redução das emissões.