Offline
MENU
Digitalização transforma manejo de pastagens na pecuária
Ferramentas inteligentes substituem achismo por dados técnicos e ampliam eficiência na produção de carne por hectare
Por Redação CENA 10
Publicado em 28/02/2026 08:33
Agronegócio
Divulgação/JetBov

A pressão por eficiência na pecuária de corte tem colocado a gestão das pastagens no centro das decisões estratégicas das fazendas. Em uma atividade na qual a alimentação do rebanho pode representar mais de 70% do custo de produção, acompanhar a dinâmica do pasto com precisão deixou de ser prática complementar e passou a ser determinante para a rentabilidade e a sustentabilidade do negócio. Nesse cenário, a digitalização emerge como um dos pilares da intensificação produtiva no campo.

Historicamente, o manejo forrageiro era conduzido com base na observação visual e na experiência do produtor. Um método prático, mas insuficiente diante da complexidade climática e econômica atual. “Oscilações de mercado, eventos climáticos extremos e a necessidade de produzir mais em áreas já consolidadas exigem controle, previsibilidade e capacidade de antecipação. Além disso, a pessoa com o conhecimento prático muitas vezes não está mais lá. É nesse ponto que as ferramentas digitais ganham relevância ao transformar dados dispersos em inteligência aplicada ao dia a dia da fazenda”, explica o CEO da JetBov, Xisto Alves.

A incorporação de sensoriamento remoto por satélite, cruzamento de dados climáticos e uso de algoritmos de machine learning permite acompanhar a evolução da qualidade da pastagem por área e ao longo do tempo. Isso cria parâmetros objetivos para decisões como entrada e saída de animais, período de descanso, adubação e definição de áreas para conservação de volumoso. “Ao substituir o achismo por indicadores técnicos, o produtor passa a gerir com maior segurança”, ressalta Alves.

É dentro dessa lógica que o Monitoramento de Pasto Inteligente, desenvolvido pela JetBov, se posiciona como ferramenta de apoio à intensificação sustentável. Integrada à plataforma de gestão da empresa, a tecnologia utiliza o Índice SmartNDVI — desenvolvido a partir da integração de dados vegetativos, climáticos e operacionais — para sintetizar a condição do pasto por piquete e acompanhar seu comportamento em diferentes períodos, como águas e seca.

O projeto contou com apoio financeiro da Finep e uso da base de dados da AgroAPI, da Embrapa Agricultura Digital. “A ferramenta muda a lógica conhecida até então ao transformar dados complexos em informação prática, confiável e aplicável no dia a dia, permitindo que o pecuarista antecipe decisões e atue de forma estratégica sobre o uso da pastagem”, afirma o CEO.

Na prática, a digitalização do pasto contribui para ampliar a produtividade de carne por hectare sem necessidade de abertura de novas áreas, um ponto sensível em um país que ainda possui grande potencial para intensificação. Ao oferecer visão histórica e comparativa da qualidade forrageira, o sistema favorece planejamento de médio e longo prazo, fortalece o manejo rotacionado e conecta a gestão zootécnica à gestão financeira da propriedade.

Mais do que incorporar tecnologia, trata-se de promover mudança cultural. A transição do modelo extensivo para sistemas mais intensivos demanda organização de dados, disciplina de acompanhamento e entendimento do risco do negócio. “No Brasil, ainda há muito espaço para intensificação. A maioria das fazendas ainda não está nesse processo de piqueteamento ou mesmo trabalhando a nutrição de forma mais estratégica. O gargalo é sair do modelo extensivo para um mais intensivo, o que exige mais gestão, controle de manejo e entendimento do risco. É nesse ponto que entra a digitalização”, conclui Alves.

A JetBov, pioneira na Pecuária 5.0, atua com o propósito de empoderar o pecuarista por meio da tecnologia da informação, promovendo uma produção mais lucrativa e sustentável.

Comentários
Comentário enviado com sucesso!