A escolha entre desenvolver internamente (“Build”) ou adquirir empresas com soluções prontas (“Buy”) é uma das decisões mais recorrentes em inovação e fusões e aquisições, conforme destaca Jefferson Nesello, sócio-diretor da Zaxo M&A Partners. Em 2025, o Brasil registrou 1.877 transações que somaram US$ 56,41 bilhões, enquanto globalmente o volume alcançou até US$ 4,8 trilhões, segundo levantamento da Aon, TTR Data e Datasite.
No modelo Build, a empresa investe em pesquisa e desenvolvimento para criar tecnologias centrais ao seu negócio, mantendo controle sobre propriedade intelectual e alinhamento cultural, como exemplificam Apple, Ambev e Embraer. Já a estratégia Buy acelera a entrada no mercado ao adquirir empresas com tecnologia validada, equipes especializadas e base de clientes, prática adotada por Mercado Livre, Fleury e Rede D’Or. “M&A quase sempre compra ‘tempo’”, ressalta Nesello.
A decisão depende de fatores como velocidade, custo, risco tecnológico e cultura organizacional. Muitas empresas combinam as duas abordagens para proteger diferenciais competitivos e acelerar expansão. “Cada transação tem sua própria lógica estratégica, mas a pergunta é sempre: qual o caminho mais eficiente para crescer?”, conclui Nesello.