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Distribuidoras dominam mercado de combustíveis no Brasil
Setor movimenta R$ 600 bilhões por ano, com 13 refinarias em operação e consumo superior a 140 bilhões de litros anuais
Por PORTAL MEGAVAREJO
Publicado em 09/04/2026 01:09
Energia
Agência Petrobras

O mercado brasileiro de combustíveis é liderado por três grandes distribuidoras: Vibra Energia, Raízen e Ipiranga. Juntas, elas concentram mais de 60% da distribuição nacional, enquanto empresas independentes, como a Refit, possuem participação inferior a 2%.  

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o setor movimenta aproximadamente R$ 600 bilhões por ano. A distribuição de gasolina, diesel, etanol e outros derivados alcança mais de 200 bilhões de litros anuais, tornando o segmento um dos pilares da economia nacional.  

O Brasil possui atualmente 13 refinarias em operação, em sua maioria controladas pela Petrobras. A capacidade instalada é de cerca de 2,3 milhões de barris por dia, mas o processamento efetivo gira em torno de 1,6 milhão de barris diários.  

Entre as principais unidades estão a Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, e a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia. Essas plantas respondem por grande parte da produção nacional de derivados.  

O consumo anual de combustíveis fósseis e renováveis no Brasil ultrapassa 140 bilhões de litros. Veículos leves consomem cerca de 60 bilhões de litros de gasolina e etanol, enquanto o transporte rodoviário utiliza aproximadamente 65 bilhões de litros de diesel.  

Na aviação, o consumo de querosene de aviação (QAV) e combustíveis sustentáveis gira em torno de 8 bilhões de litros por ano. Já os biocombustíveis, como etanol, biodiesel e biometano, somam cerca de 20 bilhões de litros anuais.  

A produção nacional de petróleo é majoritariamente proveniente do pré-sal, que responde por 68% do total. As bacias de Santos e Campos concentram a maior parte da extração, garantindo autossuficiência parcial ao país.  

Apesar da robustez do parque de refino, o Brasil ainda depende de importações de petróleo e derivados, principalmente dos Estados Unidos e do Oriente Médio, para complementar a demanda interna.  

Os principais entraves do setor incluem logística cara, burocracia tributária e inadimplência fiscal. O transporte de cargas consome cerca de 13% do PIB, o dobro da média mundial, elevando os custos de distribuição.  

Fraudes e inadimplência fiscal geram perdas estimadas em R$ 20 bilhões por ano, enquanto problemas de logística e desperdícios operacionais somam mais de R$ 200 bilhões anuais. A burocracia regulatória adiciona cerca de R$ 10 bilhões em custos adicionais.  

Em resumo, o setor de combustíveis brasileiro movimenta cifras bilionárias e possui infraestrutura relevante, mas enfrenta gargalos estruturais que drenam centenas de bilhões de reais por ano, comprometendo competitividade e eficiência.  

Fontes: ANP, Petrobras, Ministério de Minas e Energia, Sindcomb, G1, O Globo 

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