O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liderou pela primeira vez a coordenação de uma oferta pública de cotas de Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), em parceria com o Pátria Investimentos. A operação, encerrada em 15 de dezembro, movimentou R$ 170 milhões e teve como foco entidades de previdência e bancos de desenvolvimento, recebendo aportes de fundos de pensão e do Banco do Nordeste (BNB).
A iniciativa reforça a estratégia do BNDES de catalisar recursos privados para pequenos e médios projetos de infraestrutura, abrangendo logística, saneamento básico, energia, dados e infraestrutura social. O Banco já havia ancorado a primeira emissão do fundo em 2024, junto a instituições multilaterais. Segundo o presidente Aloizio Mercadante, a experiência do BNDES em coordenação de debêntures foi decisiva para o êxito da operação e para a confiança do mercado.
A participação do BNB assegura que ao menos R$ 100 milhões sejam destinados a projetos na região Nordeste, alinhados às diretrizes estratégicas da instituição. Para o presidente Wanger de Alencar, a alocação diversifica fontes de financiamento e amplia os recursos disponíveis para iniciativas de infraestrutura regional, fortalecendo o papel do banco no desenvolvimento local.
A atuação do BNDES abre espaço para uma nova frente de negócios, atraindo investidores e viabilizando crédito para projetos menores que enfrentariam barreiras de acesso. Além disso, marca o retorno dos fundos de pensão ao investimento de longo prazo em infraestrutura, em parceria com a expertise do Pátria Investimentos, gestora com 37 anos de experiência e mais de R$ 272 bilhões em ativos sob gestão em diferentes classes e setores estratégicos.