Anitta e investidores usam offshores para adiar impostos
Nova lei brasileira de 2024 altera tributação de lucros em paraísos fiscais e exige adaptação das estruturas jurídicas para manter eficiência financeira
Por PORTAL MEGAVAREJO
Publicado em 01/06/2026 12:04 • Atualizado 01/06/2026 12:08
Consultoria de Negócios
Estratégias legais permitem que empresas com atividade operacional real posterguem pagamento de imposto sobre lucros acumulados (Reprodução/Redes Sociais)

O uso de offshores por artistas e investidores tem sido uma prática comum para otimizar o pagamento de tributos. Com a aprovação da Lei 14.754 em 2024, o Brasil passou a tributar automaticamente em 15% os lucros acumulados em paraísos fiscais ao final de cada ano. Essa medida visa evitar a postergação indefinida do pagamento de impostos sobre rendimentos gerados no exterior, impactando diretamente quem utiliza essas estruturas para gerir patrimônio.

Apesar da nova regra, especialistas explicam que é possível adiar a tributação caso a empresa offshore comprove possuir atividade operacional real. Isso significa que a empresa deve ter funcionários, contratos ativos e uma estrutura administrativa legítima. Nessa situação, o imposto só incide no momento da distribuição dos lucros para os sócios, permitindo que o capital continue rendendo internacionalmente sem a tributação anual.

Essa estratégia de planejamento tributário é vantajosa porque permite o crescimento do patrimônio sem a redução imediata causada pelo imposto. O adiamento do pagamento sobre os lucros acumulados possibilita que os rendimentos sejam reinvestidos, aumentando o potencial financeiro dos investidores. A prática é considerada legal e recomendada para quem busca eficiência financeira diante das novas normas.

Para manter os benefícios, é fundamental que as offshores sejam adaptadas às exigências da nova legislação. Isso inclui a formalização da atividade operacional real, com documentação adequada e comprovação das operações comerciais. A adaptação correta evita riscos fiscais e garante a continuidade das vantagens tributárias, protegendo o patrimônio dos empresários.

A mudança na legislação reforça a importância do planejamento financeiro estratégico e da atualização constante das estruturas jurídicas. Com as regras mais rígidas, a transparência e a legalidade das operações tornam-se essenciais para preservar o crescimento do patrimônio e evitar problemas com o fisco. Assim, investidores e empresários precisam estar atentos às novas exigências para manter a eficiência tributária. (Com informações do Advogado Tributarista Dilson Peres)

 

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