Jovens enfrentam endividamento crescente com consumo digital impulsivo
Crescimento das compras online e estímulos das redes sociais aumentam o risco financeiro entre jovens que ainda carecem de educação financeira adequada
Por PORTAL MEGAVAREJO
Publicado em 18/05/2026 14:46 • Atualizado 18/05/2026 15:50
Seguros e Investimentos
Divulgação/IGEOC

A decisão de encerrar a cobrança da chamada "taxa das blusinhas" sobre compras internacionais de até US$ 50 reacendeu debates sobre o avanço do consumo digital no Brasil e seus impactos no orçamento, especialmente entre os consumidores mais jovens. Com produtos importados mais acessíveis e maior facilidade de acesso às plataformas estrangeiras, a tendência é de crescimento nas compras online, principalmente entre públicos habituados ao parcelamento, ao consumo por impulso e ao uso frequente do crédito.

Aplicativos de compra, campanhas personalizadas e redes sociais criaram um ambiente de estímulo constante, no qual promoções relâmpago, tendências virais e ofertas com sensação de urgência incentivam escolhas impulsivas de consumo. “Essa situação conversa diretamente com a nova geração, que já está acostumada a consumir quase tudo no ambiente digital. Isso é positivo do ponto de vista da praticidade e do acesso, mas também exige mais atenção, porque hoje o consumo é muito influenciado pelas redes sociais”, explica Rodrigo Mandaliti, presidente do Instituto GEOC (IGEOC).

Segundo Mandaliti, plataformas como Shein, Shopee e, mais recentemente, o TikTok Shop ganham força justamente por transformar conteúdos e recomendações de influenciadores em compras imediatas. “O jovem está deslizando a tela, vê um produto sendo usado ou indicado e consegue comprá-lo em poucos segundos, muitas vezes sem refletir sobre o impacto financeiro daquela decisão”, alerta.

O número de jovens endividados no Brasil dobrou em oito anos, saltando de 13,7 milhões para 27,6 milhões, segundo o Relatório de Cidadania Financeira do Banco Central. O levantamento também revela que a inadimplência entre jovens supera a registrada entre adultos e idosos, independentemente da faixa de renda, evidenciando um público mais vulnerável ao desequilíbrio financeiro diante do acesso facilitado ao crédito e ao consumo digital.

“O acesso facilitado ao consumo exige mais educação financeira e maior entendimento sobre limites. Pequenas compras recorrentes podem parecer inofensivas isoladamente, mas, no acumulado, comprometem o orçamento e alimentam ciclos de endividamento”, destaca Mandaliti. O desafio, segundo ele, está em equilibrar conveniência e consciência financeira em um ambiente construído para eliminar a hesitação do consumidor.

O cenário reforça a necessidade de ampliar discussões sobre formação financeira e comportamento de consumo, especialmente entre os nativos digitais, que convivem com estímulos permanentes de compra e plataformas que exploram a sensação de urgência e pertencimento. “Ainda na escola, muitos jovens já utilizam Pix, cartão de crédito, aplicativos financeiros e compras parceladas, mas sem uma base sólida sobre orçamento, planejamento, adiamento de consumo e percepção do custo real da dívida”, observa o presidente do IGEOC.

“Mais do que acesso à informação, o desafio está na formação para a tomada de decisão financeira consciente”, conclui Mandaliti. Para uma geração que cresceu nesse ambiente, a dificuldade de poupar e a vulnerabilidade ao consumo impulsivo são consequências quase inevitáveis.

O alerta é claro: o jovem entra cedo demais no sistema financeiro e tarde demais na educação financeira, e dar mais atenção a esse público é, hoje, o desafio central do setor. “Investir em educação financeira desde cedo é fundamental para evitar que o consumo digital se transforme em uma armadilha para os jovens”, reforça Mandaliti.

Com 18 anos de atuação, o Instituto GEOC e suas 34 associadas se destacam no mercado pelas soluções inovadoras, atendimento humano qualificado e investimento contínuo em tecnologias. As associadas do IGEOC atuam em diversos segmentos, como cartões de crédito, consórcio, educação, produtos bancários para pessoa física e jurídica, veículos, utilities, grandes redes de varejo e cobrança mercantil, com abrangência nacional.

Para mais informações, o Instituto GEOC pode ser contatado pelo site www.igeoc.org.br, pelo e-mail contato@igeoc.org.br, telefone (11) 1234-5678, e pelo endereço Rua das Flores, 123, São Paulo, SP, CEP 01010-000.

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