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Alcolumbre adia decisão sobre CPI do Master
Senador segura pressão da oposição e busca negociar com governo antes de definir futuro da comissão parlamentar
Por Redação CENA 10
Publicado em 11/02/2026 13:11
Política
Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enfrenta intensa pressão da oposição para instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o Banco Master. Apesar de o número mínimo de assinaturas já ter sido alcançado, o senador tem adotado postura cautelosa e evita marcar sessões do Congresso.  

Nos bastidores, aliados afirmam que Alcolumbre pretende ganhar tempo até depois do Carnaval, quando deve se reunir com o presidente Lula (PT) para discutir o tema. A estratégia é vista como tentativa de preservar alianças políticas em um ano eleitoral.  

A oposição, por sua vez, sustenta que não há margem constitucional para barrar a criação da CPI. Parlamentares lembram decisões anteriores do Supremo Tribunal Federal (STF) que garantem o direito de instalação de comissões investigativas.  

Enquanto isso, a Polícia Federal divulgou relatório apontando que Jocildo Silva Lemos, aliado de Alcolumbre e ex-presidente da Amprev, destinou R$ 400 milhões ao Banco Master em apenas 20 dias, sem respaldo técnico.  

A revelação reforçou o discurso oposicionista de que há indícios graves que justificam a investigação. O caso também trouxe desgaste político ao senador, já que Jocildo foi indicado por ele para cargos estratégicos.  

Alcolumbre, no entanto, tenta se manter como articulador político no Congresso. Em discursos recentes, defendeu diálogo e união entre os Poderes, buscando reduzir tensões.  

A expectativa é que o senador use sua influência para negociar a abertura de comissões em bloco, equilibrando interesses do governo e da oposição.  

Analistas avaliam que a demora pode aumentar a pressão sobre sua liderança, especialmente se novas denúncias surgirem.  

O governo, por sua vez, prefere evitar o tema no momento, temendo que a CPI se torne palanque eleitoral.  

A decisão de Alcolumbre será crucial para definir o ritmo das investigações e o impacto político no Congresso.  

Se optar por adiar, pode fortalecer sua posição como articulador, mas corre o risco de ser acusado de blindagem.  

Caso ceda à pressão, a CPI pode abrir uma nova frente de desgaste para o governo e seus aliados.  

 

Fontes: Folha de S.Paulo, Jornal Além Parahyba, Agência Senado, Polícia Federal   

 

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