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Banco estatal financia cinema nacional com gestão de fundo audiovisual
Criado para fomentar a economia do Sul, o BRDE atualmente administra recursos do FSA e viabiliza produções brasileiras, fortalecendo o setor cultural e ampliando o alcance internacional, segundo a instituição
Por Redação Rádio Base
Publicado em 12/01/2026 18:31 • Atualizado 12/01/2026 18:36
Entretenimento
Divulgação/BRDE

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) foi fundado em 1961 com a missão de apoiar o crescimento econômico dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 

Desde sua origem, o banco público buscou oferecer crédito de longo prazo para projetos estratégicos que estimulassem a industrialização e a modernização da região.  

Com o passar dos anos, o BRDE ampliou sua atuação e passou a administrar recursos voltados para diferentes setores da economia. Entre eles, destaca-se o audiovisual, por meio da gestão do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), considerado o principal mecanismo de financiamento da produção cinematográfica e televisiva no Brasil.  

O FSA foi criado em 2006 e regulamentado em 2007, com recursos provenientes principalmente da Condecine, contribuição obrigatória das empresas de telecomunicações e distribuidoras de conteúdo audiovisual. 

O fundo também recebe aportes do Fundo Nacional de Cultura e do orçamento da União, garantindo uma base sólida de financiamento para o setor.  

Agente financeiro da cultura - Na prática, o BRDE atua como agente financeiro do FSA, operando linhas de crédito e investimentos para produtoras independentes. Os editais públicos são lançados pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), que seleciona projetos de acordo com critérios técnicos e artísticos, enquanto o banco administra a liberação dos recursos.  

Um exemplo marcante dessa atuação foi o financiamento do longa “O Agente Secreto”, que recebeu R$ 7,5 milhões do FSA. O filme, com orçamento total de R$ 27 milhões, contou ainda com coproduções internacionais e investimentos privados, mostrando como o fundo pode ser decisivo para viabilizar produções de grande porte.  

Os valores anuais destinados ao FSA variam conforme a arrecadação da Condecine e a disponibilidade orçamentária. 

Em anos recentes, os editais chegaram a movimentar cerca de R$ 300 milhões, distribuídos entre diferentes modalidades de apoio, como produção, distribuição, infraestrutura e inovação tecnológica.  

Além de longas-metragens, o fundo financia séries para televisão e streaming, documentários, curtas, animações e projetos voltados à modernização de salas de cinema. Essa diversidade de linhas de apoio reflete a intenção de fortalecer toda a cadeia produtiva do setor audiovisual brasileiro, diz os gestores do fundo.  

Com essa atuação, o BRDE consolidou-se como peça-chave na política cultural nacional. Ao administrar os recursos do FSA, o banco cumpre sua missão original de fomentar o desenvolvimento regional, mas agora ampliando seu alcance para o campo artístico e cultural, ajudando a projetar o cinema brasileiro no cenário internacional, afirma o banco regional.  

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